Uma estratégia de segurança digital requer olhar para o futuro, pois os avanços na computação quântica e a massificação da inteligência artificial (IA) estão forçando o fortalecimento dos sistemas; por isso, é urgente redefinir as principais fechaduras digitais no planejamento para 2026.
Em setembro, o BBVA revelou que vem investindo em tecnologia quântica há alguns anos para otimizar a segurança cibernética, a gestão de portfólio e o risco de crédito. No entanto, um especialista do BCP, do Peru, alertou, em um evento em julho, que a mesma tecnologia poderia violar os sistemas atuais quebrando os algoritmos tradicionais de criptografia.
"Embora esteja claro que, nos próximos dois anos, o risco não é iminente, devemos começar a preparar algoritmos resistentes à computação quântica o mais rápido possível, porque nos próximos cinco anos esse tipo de ataque se materializará", diz Germán Rodríguez, diretor de tecnologia da Tenpo, fintech que está na última etapa de obtenção da licença de operação bancária no Chile.

